sábado, 9 de julho de 2016

Parabéns: Casa Durval paiva celebra 21 anos de apoio às crianças com câncer

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As ações da Casa alcançam 133 municípios do Rio Grande do Norte, recebendo também pacientes da Paraíba, Piauí, Sergipe e do Ceará
A Casa Durval Paiva completa 21 anos na próxima segunda, 11/07, cumprindo a missão de assistir a 1.295 crianças e adolescentes com câncer e doenças hematológicas crônicas e seus familiares, contribuindo também para o resgate da cidadania e a transformação da realidade de vida dos mesmos.
Hoje a instituição possui 1035 pacientes cadastrados, sendo que 548 estão em tratamento. A Casa oferece acolhimento, hospedagem, alimentação, mediação do atendimento médico hospitalar; encaminhamentos e transporte para exames e consultas; além de promoção do bem-estar, com apoio multiprofissional – psicológico, social, nutricional, fisioterápico, odontológico, farmacêutico, pedagógico, arte terapêutico e terapêutico ocupacional.
As ações da Casa alcançam 133 municípios do Rio Grande do Norte, recebendo também pacientes da Paraíba, Piauí, Sergipe e do Ceará.
Dentre os projetos desenvolvidos pela instituição destaca-se o Projeto Vida. Criado em 1998, o projeto identifica através de visitas domiciliares, as carências e necessidades das famílias, tentando saná-las ou diminuí-las, proporcionando uma melhor qualidade de vida por meio de construções e reformas, além de visitas sociais com entrega de doações. Em 18 anos de atuação foram 121 residências reformadas e 80 casas construídas.
Outro Projeto de importância social é a Campanha do Diagnóstico Precoce, que difunde junto à sociedade potiguar os principais sinais e sintomas do câncer infantojuvenil, além de capacitar os profissionais da área de saúde para que possam identificar os principais sinais e sintomas e encaminhar as crianças para o diagnóstico e tratamento mais cedo.
Na Sala de Apoio Pedagógico – SAP, que funciona na instituição e no hospital de referência como classe hospitalar às crianças e adolescentes minimizam as perdas educacionais, ocasionadas pelo afastamento da escola e desenvolvem projetos integrados com os setores de nutrição, odontologia e informática.
A cultura e a arte estão inclusas na rotina das famílias assistidas através dos projetos: Viva Leitura (Criança Esperança); Recanto Cultural e o Coral Bem Viver (Banco do Brasil) formado por pacientes e acompanhantes da Casa. Existe ainda o Projeto Viver Feliz, financiado pelo Condica/Fia, que busca o desenvolvimento humano dos pacientes, através de recursos facilitadores como: música, artes visuais, inclusão digital, leitura e teatro, promovendo autonomia e a descoberta de novos talentos.
A Casa ainda realiza o Projeto Novo Rumo, de qualificação profissional e incremento da renda das mães e acompanhantes nas áreas de artesanato e culinária, através dos projetos Moda, vida e arte (Correios) e o Projeto Festejar (Instituto Lojas Renner); bem como, beleza e estética, no Projeto Florescer (Fundação Banco do Brasil).
A inclusão social também se projeta no futuro dos pacientes, mediante o Projeto O Futuro é Agora, que proporciona o ingresso dos adolescentes ao ensino superior, por meio de bolsas de estudo, custeadas pela Casa em parceria com universidades.
A Casa Durval Paiva é mantida pela sociedade, através de doações e gestos solidários.  Diversos parceiros e apoiadores também colaboram com a instituição, que conta hoje com 104 colaboradores e a ajuda de voluntários.
O começo…
Em 1994, Rilder Campos e família iniciaram a luta contra um câncer nos olhos de seu filho de um ano (Retinoblastoma). Embora tenha perdido a visão, o garoto foi curado. A luta e o sofrimento deram lugar a coragem e a determinação para que familiares e amigos iniciassem o projeto de uma Casa de Apoio para as crianças carentes, vindas do interior do Rio Grande do Norte para o tratamento em Natal/RN.
Em julho de 1995, foi fundada a Casa Durval Paiva. O nome foi dado em homenagem ao bisavô de Fernando, o filho curado. Crianças e adolescentes, de 0 a 18 anos, e seus familiares começaram a receber a partir de então, atendimento com humanização e dignidade, mediante a ação de voluntários e colaboradores que trabalhavam juntos, dando o suporte necessário ao tratamento.