terça-feira, 26 de julho de 2016

Carioca morre após ser espancada por reagir a cantada

Portal G1 RIO
Após quatro meses de internação, uma diarista morreu na última sexta-feira (22), em Niterói, Região Metropolitana do Rio, vítima de complicações decorrentes de pauladas que levou na cabeça, segundo testemunhas, após reagir a assédio. Michelle Ferreira Ventura, de 30 anos, estava internada no Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal). O suspeito Leonardo Bretas Vieira Mendes foi preso e será julgado em agosto.
O enterro aconteceu no sábado (23), no Cemitério de no Cemitério Maruí, no Barreto, Niterói, e foi marcado por dor e indignação de amigos e familiares da vítima.
Michelle estava internada em estado grave desde o dia 14 de março, quando deu entrada no hospital depois de, segundo testemunhas, ter sido golpeada na cabeça. Leonardo foi preso no início de abril por policiais da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói.
Segundo Bruna Ferreira, irmã da vítima, testemunhas contaram à polícia que Michelle foi tirar satisfação com o suspeito por não gostar dos assédios diários que sofria. Ele não teria gostado e a agrediu. "Segundo as testemunhas, ele tinha a intenção de matar, só bateu no lado direito da cabeça. Ficamos bem tristes com a notícia da morte dela, porque a gente esperava sua recuperação. É revoltante saber que esses casos não têm a devida atenção que deveria. Nos outros países não é assim", lamentou.
A Delegacia especializada de atendimento à mulher de Niterói – (Deam) informou que Leonardo Bretas Vieira Mendes foi indiciado pela morte de Michelle. O inquérito policial foi encaminhado à Justiça com relatório final e representação pela decretação da prisão preventiva do autor.
Bruna ainda contou que a irmã conhecia Leonardo, mas que eles nunca tiveram nenhum relacionamento. "Dizem que ela não gostou das cantadas dele e, por isso, ele a matou. Mas eu não sei quem ele é. Dia 25 de agosto vai ter o julgamento desse monstro, mas não quero saber dele", indignou-se.
Nos últimos dois meses, Michelle já não se comunicava, mas respondia a alguns estímulos. "Ela passou por uma cirurgia para a retirada de coágulos há pouco tempo e reagiu bem, o problema é que ela teve muita infecção e acabou tendo essas paradas cardíacas". Ainda segundo parentes, Michelle deixou três filhos.