quarta-feira, 29 de junho de 2016

Nos 101 anos do clube, relembre seis dos principais ídolos do ABC

AgoraRN
Nesta quarta-feira (29), o ABC está celebrando seu 101º aniversário. Considerado o maior papa-títulos de todo o Brasil (devido aos 53 canecos estaduais, aliados ao Campeonato Brasileiro da Série C conquistado em 2010), o ABC teve alguns nomes que marcaram época vestindo a camisa do clube.
No clima de festividades, o Portal Agora RN relembra ao torcedor seis dos principais ídolos abecedistas, atletas estes que se tornaram verdadeiras referências aos adeptos do time de Ponta Negra, seja pela entrega demonstrada dentro de campo ou pela a identificação obtida com o brasão Alvinegro. Veja abaixo:
Alberi
Eleito pela Revista Placar o segundo melhor jogador do futebol brasileiro na temporada de 1972 (perdendo apenas para o então craque do Santos e da Seleção Brasileira, Pelé), Alberi é tido até os dias atuais como o maior ídolo da história do ABC. Foram quase 10 anos defendendo a camisa Alvinegra, com sete títulos conquistados, dentro os quais cinco Campeonatos Estaduais (1970, 1971, 1972, 1973 e 1983), além das Taças Cidade do Natal de 1971 e 1983. No período, anotou 210 gols. A gratidão do clube ao ex-jogador é tanta que, desde que inaugurado, o novo Centro de Treinamento foi batizado com o nome de ‘Alberi Ferreira de Matos’.
Marinho Chagas
Falecido desde 2014, Marinhos Chagas é outro que marcou época vestindo a camisa Alvinegra. Jogador do clube nas temporadas de 1969 e 1970, a ‘Bruxa’, como era conhecido, teve no ABC a chance de despontar no futebol nacional. Campeão estadual em 1970, ele partiu, logo em seguida, para mostrar seu talento Brasil afora. Chegou à Seleção Brasileira, onde disputou a Copa do Mundo FIFA de 1974. Há quem diga, inclusive, que foi eleito, na época, o melhor lateral-esquerdo do principal torneio de futebol do mundo. Em vida, sempre se mostrou grato ao time de Ponta Negra.
Danilo Menezes
Uruguaio de nascença e potiguar de coração, o gringo Danilo Menezes sempre é lembrado por qualquer que seja o torcedor abecedista. Dos mais novos aos mais velhos, todos conhecem a história do uruguaio que, até os dias atuais, vive em Natal ao lado da família. O ‘maestro’, como ficou conhecido na capital potiguar, conquistou cinco títulos com a camisa do ABC: os Estaduais de 1973, 1976 e 1978, e as Taças Cidade do Natal de 1976 e 1978. Ao todo, foram oito anos de futebol dedicados exclusivamente ao Alvinegro de Natal.
Ivan – “O Terrível”
Aposentado em meados de 2010 durante um confronto diante do Confiança/SE pela Copa do Nordeste, a carreira de Ivan é, basicamente, toda construída dentro do ABC. Foram duas passagens pelo clube, a primeira de 1995 até 2001, e a segunda de 2005 à 2010. Na bagagem, seis títulos Estaduais: 1995, 1997, 2005, 2007, 2008 e 2010. Como prova de seu sucesso no clube, Ivan é o quarto maior artilheiro da história abecedista, com 104 gols marcados em favor do Alvinegro. Recentemente, trabalhou como auxiliar-técnico da equipe, mas não vingou na carreira de treinador.
Sérgio Alves
Grandes craques passaram pelo ABC ao longo dos 101 anos de história do clube, mas nenhum deles ficou tão conhecido como ‘carrasco’ do rival América quanto o artilheiro Sérgio Alves. Com duas passagens pelo ABC, a primeira entre 1998 e 1999, e a segunda na temporada de 2005, o atacante costumava balançar as redes nos clássicos diante do Alvirrubro e, devido a isso, é considerado um dos maiores ídolos abecedistas. No quesito títulos, venceu três Estaduais em Natal: 1998, 1999 e 2005.
Wallyson
Dentre todos os grandes ídolos do ABC, o mais recente é Wallyson. Lançado por Ferdinando Teixeira no Campeonato Estadual de 2007, o então jovem de 17 anos cavou seu espaço no time titular e entrou pra história Alvinegra. A final contra o América naquele ano, na qual marcou 4 gols durante a vitória de 5 a 2, foi o ápice de sua – até então – única passagem pelo ABC. Para coroar o sucesso, veio a campanha do acesso à Série B, onde foi o artilheiro da equipe com 17 gols. Ano após ano, tem seu retorno ao clube ventilado, algo que, de fato, ainda não correu, para tristeza da torcida.