terça-feira, 15 de março de 2016

Mossoró:"Uma morte com ódio para mostrar poder", diz perito sobre execução

Mossoró Hoje - O garçom Rafael Sabino Alves, de 24 anos, foi executado por volta das 21h20 desta segunda-feira (14), na Rua Sebastião Benigno de Moura, no bairro Aeroporto I, por trás do Hospital São Luiz, que está em construção.
Segundo relatou o sargento PM Azevedo, dois homens em uma motocicleta Bros, de cor vermelha, usando capacetes, teriam sido os responsáveis pelo assassinato. Eles se aproximaram da vítima e efetuaram mais de 10 tiros de pistola calibre 380.
Rafael, que é natural de Viçosa/RN, mas reside em Mossoró, perto do local onde foi executado a tiros, foi alvejado no tórax, cabeça, pernas e braços quebrados. Ao todo, foram encontrados mais de 15 perfurações de tiros. Uma ambulância do SAMU ainda foi acionada, mas o jovem já estava morto.
O delegado plantonista Valtair Camilo e os peritos do Instituto Técnico-científico de Polícia (ITEP) foram acionados para periciar o local, juntar testemunhas, remover o corpo para exames. O perito Joaquim Guimarães disse que os tiros foram disparados a curta distância, inclusive depois que a vítima caiu.
"Tinha tiros que ele já levou depois de deitado, porque a bala ficou entre as costas e o calçamento"
A perícia técnica encontrou, pelo menos, treze cápsulas e algumas ao redor da vítima. "Com certeza foi uma morte com ódio para mostrar poder, é uma tipo de morte para demonstrar poder, né? 13 tiros em plena cidade é muito poder", declara o perito Joaquim Guimarães.
Rafael trabalhava como garçom do restaurante Pinga Fogo, do Hotel Thermas, até poucos dias.
O caso será repassado pelo delegado plantonista Valtair Camilo à Delegacia Especializada em Homicídios (DEHOM). Este é o homicídio de número 60, este ano em Mossoró/RN.