quinta-feira, 10 de março de 2016

Número de assassinatos no RN aumenta 15,4% nos primeiros meses do ano

Por Wenderval Gomes/Portal no Ar - Fugas no Sistema Penitenciário do Estado e briga por território entre os criminosos são fatores responsáveis pelo aumento
O número de assassinatos no Rio Grande do Norte aumentou 15,4% esse ano, em comparação com o mesmo período do ano passado – 1 de janeiro a 29 de fevereiro -. Os dados são da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (Coine), da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed).
O índice de homicídio passou de 219 – em 2015-, para 273, uma elevação de 24,7%. De acordo com o coordenador do Coine, Ivênio Hermes, o número de fugas no Sistema Penitenciário do Estado e a briga por território entre os criminosos são fatores responsáveis pelo aumento.
“A criminalidade é um reflexo de várias ações. O que aconteceu nesses últimos meses foi um reflexo básico do enfrentamento do tráfico de drogas e fugas do sistema penitenciário. Muitas pessoas que foram mortas tinham ligações com o narcotráfico ou eram envolvidas com pessoas nas penitenciárias”, explicou.
“Quando a polícia entra em confronto com os narcotraficantes, eles se revoltam entre si – pois como eles têm que fugir, acabam indo para áreas de outros traficantes – e esse combate entre eles gera muitas vítimas”, acrescentou o coordenador.
Segundo ele, o baixo efetivo policial no estado piora a situação. “Nosso número não é suficiente para trabalharmos as políticas de segurança pública. O déficit no efetivo da polícia civil chega a 75% e na polícia militar a 39%”, detalha.
De acordo com Ivênio, as expectativas para o próximo mês é que haja redução. “Em março acreditamos que haverá ‘freio de ajuste’, que é quando cada um começa a encontrar seu espaço e os confrontos diminuem. Áreas como Felipe Camarão, Nossa Senhora da Apresentação e São Gonçalo do Amarante são onde esses grupos devem se concentrar”.
Para esse ano, a tendência é um equilíbrio nas estatísticas. “Se entrar novos policiais e tivermos políticas de segurança pública, teremos redução até o final do ano. Em caso contrário, a tendência é termos um equilíbrio nessa taxa”, ressaltou.