segunda-feira, 14 de março de 2016

Evangelho do Dia/Santo do Dia

14 de março de 2016 – CNBB
1ª Leitura - Dn 13,1-9.15-17.19-30.33-62
Estou condenada a morrer, quando nada fiz.
Leitura da Profecia de Daniel 13,1-9.15-17.19-30.33-62
Naqueles dias:
1Na Balilônia vivia um homem chamado Joaquim.
2Estava casado com uma mulher chamada Susana, filha de Helcias, que era muito bonita e temente a Deus.
3Também os pais dela eram pessoas justas e tinham educado a filha de acordo com a lei de Moisés.
4Joaquim era muito rico e possuía um pomar junto à sua casa. Muitos judeus costumavam visitá-lo, pois era o mais respeitado de todos.
5Ora, naquele ano, tinham sido nomeados juízes dois anciãos do povo, a respeito dos quais o Senhor havia dito: 'Da Babilônia brotou a maldade de anciãos-juízes, que passavam por condutores do povo.'
6Eles freqüentavam a casa de Joaquim, e todos os que tinham alguma questão se dirigiam a eles.
7Ora, pelo meio-dia, quando o povo se dispersava, Susana costumava entrar e passear no pomar de seu marido.
8Os dois anciãos viam-na todos os dias entrar e passear, e acabaram por se apaixonar por ela.
9Ficaram desnorteados, a ponto de desviarem os olhos para não olharem para o céu,
e se esqueceram dos seus justos julgamentos.
15Assim, enquanto os dois estavam à espera de uma ocasião favorável, certo dia, Susana entrou no pomar como de costume, acompanhada apenas por duas empregadas. E sentiu vontade de tomar banho, por causa do calor.
16Não havia ali ninguém, exceto os dois velhos que estavam escondidos, e a espreitavam.
17Então ela disse às empregadas: 'Por favor, ide buscar-me óleo e perfumes e trancai as portas do pomar, para que eu possa tomar banho'.
19Apenas as empregadas tinham saído, os dois velhos levantaram-se e correram para Susana, dizendo:
20'Olha, as portas do pomar estão trancadas e ninguém nos está vendo. Estamos apaixonados por ti: concorda conosco e entrega-te a nós!
21Caso contrário, deporemos contra ti, que um moço esteve aqui, e que foi por isso que mandaste embora as empregadas'.
22Gemeu Susana, dizendo: 'Estou cercada de todos os lados! Se eu fizer isto, espera me a morte; e, se não o fizer, também não escaparei das vossas mãos;
23mas é melhor para mim, não o fazendo, cair nas vossas mãos do que pecar diante do Senhor!'
24Então ela pôs-se a gritar em alta voz, mas também os dois velhos gritaram contra ela.
25Um deles correu para as portas do pomar e as abriu.
26As pessoas da casa ouviram a gritaria no pomar e precipitaram-se pela porta do fundo, para ver o que estava acontecendo,
27Quando os velhos apresentaram sua versão dos fatos, os empregados ficaram muito constrangidos,
porque jamais se dissera coisa semelhante a respeito de Susana.
28No dia seguinte, o povo veio reunir-se em casa de Joaquim, seu marido. Os dois anciãos vieram também, com a intenção criminosa de conseguir sua condenação à morte. Por isso, assim falaram ao povo reunido:
29'Mandai chamar Susana, filha de Helcias, mulher de Joaquim'! E foram chamá-la.
30Ela compareceu em companhia dos pais, dos filhos e de todos os seus parentes.
33Os que estavam com ela e todos os que a viam, choravam.
34Os dois velhos levantaram-se no meio do povo e puseram as mãos sobre a cabeça de Susana.
35Ela, entre lágrimas, olhou para o céu, pois seu coração tinha confiança no Senhor.
36Entretanto, os dois anciãos deram este depoimento: 'Enquanto estávamos passeando a sós no pomar, esta mulher entrou com duas empregadas. Depois, fechou as portas do pomar e mandou as servas embora.
37Então, veio ter com ela um moço que estava escondido, e com ela se deitou.
38Nós, que estávamos num canto do pomar, vimos esta infâmia. Corremos para eles e os surpreendemos juntos.
39Quanto ao jovem, não conseguimos agarrá-lo, porque era mais forte do que nós e, abrindo as portas, fugiu.
40A ela, porém, agarramos, e perguntamos quem era aquele moço. Ela, porém, não quis dizer. Disto nós somos testemunhas'.
41A assembléia acreditou neles, pois eram anciãos do povo e juízes. E condenaram Susana à morte.
42Susana, porém, chorando, disse em voz alta: 'Ó Deus eterno, que conheces as coisas escondidas e sabes tudo de antemão, antes que aconteça!
43Tu sabes que é falso o testemunho que levantaram contra mim! Estou condenada a morrer, quando nada fiz do que estes maldosamente inventaram a meu respeito!'
44O Senhor escutou sua voz.
45Enquanto a levavam para a execução, Deus excitou o santo espírito de um adolescente, de nome Daniel.
46E ele clamou em alta voz: 'Sou inocente do sangue desta mulher!'
47Todo o povo então voltou-se para ele e perguntou: 'Que palavra é esta, que acabas de dizer?'
48De pé, no meio deles, Daniel respondeu: 'Sois tão insensatos, filhos de Israel?
Sem julgamento e sem conhecimento da causa verdadeira, vós condenais uma filha de Israel?
49Voltai a repetir o julgamento, pois é falso o testemunho que levantaram contra ela!'
50Todo o povo voltou apressadamente, e outros anciãos disseram ao jovem: 'Senta-te no meio de nós e dá-nos o teu parecer, pois Deus te deu a honra da velhice.'
51Falou então Daniel: 'Mantende os dois separados, longe um do outro, e eu os julgarei.'
52Tendo sido separados, Daniel chamou um deles e lhe disse: 'Velho encarquilhado no mal! Agora aparecem os pecados que estavas habituado a praticar.
53Fazias julgamentos injustos, condenando inocentes e absolvendo culpados,
quando o Senhor ordena: 'Tu não farás morrer o inocente e o justo!'
54Pois bem, se é que viste, dize-me à sombra de que árvore os viste abraçados?'
Ele respondeu: 'É sombra de uma aroeira.'
55Daniel replicou 'Mentiste com perfeição, contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus, tendo recebido já a sentença divina, vai rachar-te pelo meio!'
56Mandando sair este, ordenou que trouxessem o outro: 'Raça de Canaã, e não de Judá, a beleza fascinou-te e a paixão perverteu o teu coração.
57Era assim que procedíeis com as filhas de Israel, e elas por medo sujeitavam-se a vós. Mas uma filha de Judá não se submeteu a essa iniqüidade.
58Agora, pois, dize-me debaixo de que árvore os surpreendeste juntos?'
Ele respondeu: 'Debaixo de uma azinheira.'
59Daniel retrucou: 'Também tu mentiste com perfeição, contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus já está à espera, com a espada na mão, para cortar-te ao meio
e para te exterminar!'
60Toda a assistência pôs-se a gritar com força, bendizendo a Deus, que salva os que nele esperam.
61E voltaram-se contra os dois velhos, pois Daniel os tinha convencido, por suas próprias palavras, de que eram falsas testemunhas. E, agindo segundo a lei de Moisés,
fizeram com eles aquilo que haviam tramado perversamente contra o próximo.
62E assim os mataram, enquanto, naquele dia, era salva uma vida inocente.
Palavra do Senhor.
Salmo - Sl 22, 1-3a. 3b-4. 5. 6 (R. 4a)
R. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei, estais comigo.
1O Senhor é o pastor que me conduz;* não me falta coisa alguma.
2Pelos prados e campinas verdejantes* ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha,* 3ae restaura as minhas forças.R.
3bEle me guia no caminho mais seguro,* pela honra do seu nome.
4Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,* nenhum mal eu temerei.
Estais comigo com bastão e com cajado,* eles me dão a segurança!R.
5Preparais à minha frente uma mesa,* bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça,* e o meu cálice transborda.R.
6Felicidade e todo bem hão de seguir-me,* por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei* pelos tempos infinitos.R.
Evangelho - Jo 8,1-11
'Quem dentre vós não tiver pecado, seja
o primeiro a atirar-lhe uma pedra.'
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 8,1-11
Naquele tempo:
1Jesus foi para o monte das Oliveiras.
2De madrugada, voltou de novo ao Templo. Todo o povo se reuniu em volta dele.
Sentando-se, começou a ensiná-los.
3Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Colocando-a no meio deles,
4disseram a Jesus: 'Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério.
5Moisés na Lei mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?'
6Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar.
Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão.
7Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse:
'Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra.'
8E tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
9E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um,
a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho, com a mulher que estava lá, no meio do povo.
10Então Jesus se levantou e disse: 'Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou ?'
11Ela respondeu: 'Ninguém, Senhor.' Então Jesus lhe disse:'Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais.'
Palavra da Salvação.
Reflexão - Jo 8, 1-11
Quando falamos em pecado, sempre nos referimos aos pecados que os outros cometeram, jamais aos nossos, porque os outros precisam ser condenados pelos seus erros e nós somos diferentes, precisamos ser compreendidos. Quando fazemos isso, geralmente escondemos dos outros a face amorosa e misericordiosa de Deus, porque esta face e só para nós, e lhes mostramos um Deus que pune e é vingativo, que quer o castigo de todos, e esta face não é para nós. Com isso, nos tornamos um obstáculo para a conversão dos outros e, em conseqüência disso, Deus não agirá com misericórdia e amor conosco.
SANTO DO DIA
Santa Matilde, mulher cheia de compaixão
Santa Matilde foi educada numa nobre família junto a um mosteiro beneditino. Cresceu e casou-se com Henrique I, rei da Alemanha, mas manteve sua nobreza interior, não deixando influenciar-se pelo poder. Teve cinco filhos, e sempre como mãe humilde e orante, buscou ensinar aos filhos os caminhos da salvação eterna.
Matilde também foi mãe para o povo, para os pobres. Mulher cheia de compaixão que dentro das possibilidades ajudou e influenciou a muitos.
Com o falecimento de Henrique I, essa grande mulher de Deus disse aos filhos: “Gravai bem no vosso coração o temor de Deus. Ele é o Rei e Senhor verdadeiro, que dá poder e dignidade perecíveis. Feliz aquele que prepara sua eterna salvação”.
Com a morte do marido, o seu calvário começou: foi traída pelos filhos, sob a falsa acusação de que estaria desperdiçando os bens com os pobres. Retirou-se para um convento e ali intercedeu pelos seus amados filhos, através da oração e sacrifícios.
Seus filhos então, tomaram consciência da injustiça que estavam cometendo. Com a conversão deles, teve mais facilidade para ajudar a muitos outros pobres. Em 968 partiu para o Reino dos céus, o Reino dos santos.
Santa Matilde, rogai por nós!