sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Sesap registrou 16.900 notificações de doenças diarreicas neste ano

No minuto - O Rio Grande do Norte registrou até agora uma crescente de mil casos notificados de doenças diarreicas. Em todo o Estado, até a sexta semana de 2016, a Secretaria de Saúde Pública (Sesap) registrou 16.900 casos. Segundo Zaira Santiago, técnica de vigilância epidemiológica da pasta, já foram registrados 900 casos a mais em relação ao mesmo período do ano passado.
A técnica em epidemiologia revelou ainda que o município de Caicó registrou o maior número de notificações, com 1.798 de casos diarreias - que estão sendo popularmente chamados de “doença da mosca". “Estão associando as diarreias e chamando de doença da mosca devido às suspeitas de que o inseto está contaminando as pessoas. Essas doenças são chamadas de diarreicas, nós chamamos assim porque ainda não descobrimos qual é o agente causador e também não sabemos se é uma doença viral ou bacteriana”, comentou. 
Na última semana, 60 municípios do Estado informaram a Sesap o registro de casos notificados de diarreias. Segundo os dados, 35 cidades registraram aumento no número de notificações. Apesar das notificações, a técnica de vigilância epidemiológica disse que o número de casos pode ser ainda maior, pois as notificações das doenças diarreicas não são obrigatórias.
Em Natal, já foram registrados 1.655 casos notificados de diarreias desde o início do ano. De acordo com a Sesap, o número está dentro do esperado. Já em relação ao município de Caicó, a especialista Zaira Santiago acredita que as grandes aglomerações no Carnaval, a seca e a grande quantidade de moscas têm contribuído para a crescente de casos da doença na cidade. 
Combate
A Secretaria de Saúde Pública informou que divulgou duas notas técnicas para os municípios com orientações falando sobre como proceder nos casos de notificações de diarreias. Segundo Zaira Santiago, a secretaria estadual não tem o poder de ação no combate.
A técnica explica que o trabalho da Sesap nesses casos é contribuir para que as secretarias municipais de saúde possam identificar o agente causador através de amostras clínicas. “A nossa nota técnica fala como as secretarias municipais devem proceder para coletar, armazenar e transportar as amostras até o Laboratório Central de Saúde Pública , o Lacen, que é onde os casos serão analisados”, concluiu.