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Impostômetro do RN

RN: caos na saúde pública é constatado do interior a capital do estado

O Sindicato dos Médicos do RN - Sinmed RN - intensificou visitas as unidades de saúde do Rio Grande do Norte em 2015, para averiguar condições de trabalho dos médicos, e deu prosseguimento este ano, com visitas já realizadas nos hospitais de Natal, Goianinha, Tibau do Sul e Mossoró.
As últimas unidades visitadas foram o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) e a Maternidade Almeida Castro (antigo hospital da mulher), em Mossoró, no dia 20 de fevereiro. Os problemas constatados nestas unidades, como superlotação, falta de insumos básicos, repousos inadequados e atrasos nos pagamentos, são os mesmos já detectados pelo Sinmed em hospitais de grande porte como o Walfredo Gurgel e o Santa Catarina.
No Hospital Tarcísio Maia, pacientes com aneurisma estão sem assistência, pois o tomógrafo está quebrado há quatro meses. Da mesma forma encontra-se a endoscopia, parada há um mês, e a sala de cirurgia interditada pela COVISA há três anos.
Sem vagas na UTI, pacientes ficam na sala de ventilação ou no próprio centro cirúrgico aguardando vaga no hospital ou uma transferência para Natal. O problema de falta de vagas é crônico e atinge todos os setores. Nas enfermarias o sindicato presenciou uma mesma sala dividida por homens e mulheres, além de pacientes cirurgiados junto a pacientes infectados.
Na sala de observação feminina, de acordo com relato dos profissionais, é comum ficarem pessoas "internadas" por falta de leitos destinados a este fim. Por vezes, os pacientes em observação convivem com cadáver. Na sala não funcionam os exaustores, o ar-condicionado vaza água, as paredes têm mofo e está sempre superlotada. Os pacientes já ocupam parte dos corredores do hospital.
Na maternidade, gerida com participação do estado e do município, são realizados em média 200 partos por mês. A UTI neonatal está sempre lotada. São dez leitos, mas só estão em funcionamento sete, uma vez que os outros não possuem respirador ou monitor para dar assistência ao paciente. Médicos relataram a falta de remédios, como antibióticos, drogas de caráter emergenciais e material básico para atendimento e uso diário dos profissionais.
Fonte: Sinmed/RN

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