sábado, 16 de janeiro de 2016

Vigilantes ficam em greve até receber os salários em atraso

Tribuna do Norte - Vigilantes terceirizados da  Secretaria de Saúde do Estado (Sesap),  realizaram um ato de greve, na manhã de ontem (15) em frente ao pronto socorro Clóvis Sarinho, em Natal. Eles reclamam que estão há meses sem receber salário, parte do décimo terceiro, vale-alimentação ou vale transporte. O ato também contou com a participação da direção do Sindicato dos Servidores da Saúde do RN (Sindsaúde), que reclamava a demissão de 15 motoristas de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) Metropolitano na quarta-feira (13) e atraso no pagamento dos salários.
O diretor do Sindicato dos Vigilantes do RN (Sindsegur), Francisco Benedito reclamou da falta de posicionamento aos funcionários por parte da empresa Garra Vigilância, contratada pela Sesap,   sobre a falta do pagamento. “A empresa, em momento nenhum, deu explicação ao sindicato. Enquanto ela não cumprir todos os seus compromissos com os vigilantes e pagar os salários referentes ao mês de dezembro e décimo terceiro, além de férias atrasadas ainda de setembro, não vamos sair da greve”, explicou.
A diretoria do sindicato apontou que, atualmente, 685 vigilantes estão contratados pela Garra, e  fazem a segurança dos hospitais do Estado. Com a greve, apenas 30% está nos postos de trabalho, cumprindo a lei de greve. No Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, maior do Estado, dos 30 profissionais que fazem a segurança do local, nove estão atendendo a estrutura. Os demais vigilantes atuam nos hospitais Santa Catarina, Maria Alice, na zona norte de Natal, Hospital Giselda Trigueiro, nas Quintas  e demais unidades de saúde do Estado em Natal e interior.
O diretor do Sindsegur, Francisco Benedito, ainda afirmou que a dívida da empresa com os funcionários é de aproximadamente R$ 1 milhão. Francisco disse que o sindicato pediu na justiça o bloqueio das contas da Garra ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Samu
Outra categoria que alegava a falta de pagamento aos funcionários, era a dos motoristas de ambulâncias do SAMU metropolitano. O diretor do Sindicato dos Condutores de Ambulância (Sindconam-RN), Wanderson Pires, afirmou que o  atraso no pagamento de salário é recorrente. Para a categoria, a empresa JMT – terceirizada responsável pela contratação e gestão dos motoristas – disse que o atraso se devia a falta de repasse  por parte da Sesap, na ordem  de R$ 2 milhões, referentes a três meses de serviço. “Ontem foi feito um dos pagamentos, mesmo assim, os atrasos são recorrentes. Para o próximo mês, a empresa não garantiu que o pagamento será feito dentro do prazo”, disse Wanderson.
Por meio de nota, a Sesap disse que o pagamento das empresas terceirizadas estava dentro do prazo legal. “A Coordenadoria de Orçamento e Finanças (COF) da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) esclarece que a Lei 8.666/1993, que institui normas para licitações e contratos da Administração Pública, estabelece um prazo de 90 dias para os repasses às empresas contratadas. Portanto, os contratos entre a Sesap e as empresas terceirizadas prevêem este prazo e os pagamentos estão dentro do estabelecido em lei”.