segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Crime no bairro de Lagoa Nova comove Natal e população pede ações na área de segurança

Tribuna do Norte - O corpo de Gizela Paiva Mousinho, que foi baleada e morta na noite de ontem (2), foi velado no Centro de Velório da Rua São José, em Lagoa Nova, na tarde do domingo (3), e sepultado em seguida, em Emaús. O clima foi de revolta e tristeza entre os presentes.
Pela manhã, centenas de pessoas foram prestar solidariedade à família.  No livro de registro de presença, mensagens de cunho religioso. "Que Deus, em sua infinita bondade, reserve um caminho de luz nessa sua chegada à eternidade", escreveu uma senhora. "Deus dará força à família para enfrentar este momento tão difícil", escreveu outra.
No entanto, nas conversas, o clima era de indignação. "Até onde vai essa violência? Como pode alguém tirar a vida de uma mulher jovem de forma tão fria e cruel?", indagou o radialista Hélio Câmara. "Foi uma coisa terrível o que aconteceu com essa moça", disse o ex-secretário de segurança pública, Manoel de Brito, ao chegar para o velório de uma outra pessoa, na capela ao lado.
A versão de que o trio que abordou o carro e matou Gizela era formado por duas mulheres e um homem foi confirmada pelo pai da vítima: "Eles pediram a chave do carro e mandaram que se afastasse. Quando ela voltou para pedir que liberassem a filha, foi atingida na garganta por um tiro à queima-roupa, disparado por uma mulher, a de cabelo louro. E quando a menina gritou ao ver a mãe caída, ela disse: "cale a boca senão você morre também", relatou João de Paiva.
Os bandidos saíram no carro levando a filha única de Gizela, que tem 18 anos e estava acompanhada do namorado. "Mais na frente eles liberaram os dois e depois jogaram o celular no mato", complementou o pai da vítima, ao explicar para um grupo de amigos, detalhes da tragédia.
O carro foi abandonado e o celular encontrado pela polícia. As buscas foram iniciadas a partir dos depoimentos de testemunhas e de imagens de câmeras de segurança. Tão logo o crime chegou ao conhecimento do público no sábado à noite, através das redes sociais, internautas pediram ao governador Robinson Faria ações mais efetivas na área de segurança, com mais policiais nas ruas e "tolerância zero" ao tráfico de drogas.
No Facebook, Lorena Leão, prima de Gizela, postou o seguinte texto: "Na hora da despedida, do adeus que não tem retorno, sobram as palavras e o conforto possível. Nossa querida prima se foi deste plano da existência, deixando junto da família que tanto a amava, ama e amará, uma saudade eterna e uma tristeza imensa que se reflete em um luto carregado. Agora uma estrela nova ilumina o céu, para sempre ela viverá em nossos corações, em nossas saudades e principalmente na memória e constante lembrança da vida que foi a sua, e da pessoa maravilhosa que ela foi."