sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Audiência Pública sobre o Hospital Regional Lindolfo Gomes Vidal em Santo Anônio

Os Amigos da Onça - A audiência foi proposta pelo Vereador Audy a cerca de 2 meses atrás, em decorrência das várias denuncias ao HRLGV desta Cidade, a principal problemática era (e ainda é) a falta de médicos.
A audiência teve inicio as 10h com participação das Diretoras: Luciana e Luzileia (Hospital), Vereadores: Audy, Goreth, Lucinha, Júnior, Paulo Cezar, Nélio e Priscilla (dos 11 apenas 7 compareceram), Secretários Municipais de Saúde: Santo Antônio (Nova Avelino), Lagoa de Pedras (Alberto Neto) e Passagem (Vânia Chacon). São 21 Municípios compactuados com o HRLGV, porém apenas 3 Secretários compareceram e a Cidade de Espírito Santo enviou representante, ou seja, cerca de 80% dos Municípios não compareceram. Contudo, a ausência mais criticada foi do representante de Governo (Sec. de Saúde do Estado), uma vez que o Hospital é de responsabilidade do Estado, a Gestão demonstra a falta de consideração e respeito com a população e funcionários do Hospital. Apenas 30 pessoas participaram da audiência, número extremamente baixo para um problema tão importante.
A sessão teve duração de pouco mais de 2h, iniciando com uma explanação da Diretora Luciana sobre os serviços prestados, com quantitativos de atendimentos em relação às cidades abrangentes, como também informando que apenas 3 médicos plantonistas compõe a porta de entrada do Hospital. Destacou que iniciou sua gestão em Janeiro de 2015 encontrando inúmeros problemas funcionais, mas que cerca de 70% já foram solucionados. A Diretora mencionou que há um projeto, em andamento, para municipalizar a “porta de entrada” do Hospital, mas que o Prefeito Lula Ribeiro ainda não se posicionou sobre a proposta (em nenhum momento foi informado o valor dos recursos recebidos e se houve redução).
Em seguida foi a vez dos Secretários participarem, a Sec. Nova, inicialmente, respondeu que o Prefeito encontra-se a disposição para debater o assunto e que não foi possível comparecer as reuniões, uma por motivo de saúde e outra coincidiu com a data da Mensagem anual de 2016. A Secretária destacou que o Município repassa R$ 190.000,00 mensalmente para o Hospital e que hoje é impossível manter 2 plantonistas nos Hospital, um gasto mensal de aproximadamente R$ 120.000,00 a mais ao Município. Porém, complementa que o Município é parceiro do HRLGV, inclusive com transporte de pacientes com as ambulâncias do Município.
O Secretário de Lagoa de Pedra informou que a Prefeitura mantém no Município plantonistas nos fins de semana e que sempre se dispõe a ajudar o Hospital, porém em alguns casos a população prefere, por conveniência, vir ao HRLGV a ir à Cidade de Lagoa de Pedras para atendimento.
Os Vereadores destacaram que a população sofre, rotineiramente, com a ausência dos médicos, que há falta de humanização ( funcionários do Hospital), como também há falta de conscientização da população em distinguir um atendimento “urgência e emergência”- Hospitalar e clínico (PSF), aumentando assim o número de pacientes atendidos pelo Hospital.
Foi observado o descontentamento e constrangimento com a ausência do representante do Estado.
A população foi convidada a participar de forma sugestiva (não foi disponibilizado espaço para debate com a população), contribuindo com propostas para amenizar, de imediato, as dificuldades identificadas no HRLGV.
Foram apresentadas as seguintes propostas:
– Criação de uma Comissão para discussão permanente sobre a Saúde no Município;
– Implantação de campanhas de Conscientização para a população em relação ao atendimento clínico hospitalar e, principalmente, para minimizar os acidentes de motos que são freqüentes no Município (desafogar a porta de entrada).
– Redução no valor que o Município de santo Antônio repassa ao Hospital (para uma possível contratação dos plantonistas);
– Manutenção do quadro de funcionários conforme o RH informa(fiscalização nos plantões);
– Aquisição ou disponibilização de mais 01 ambulância para o Hospital;
Por fim, será criado e oficializado um documento que será entregue ao Governo do Estado sobre o que foi falado na audiência, com a esperança que ele abra os olhos para a situação de calamidade em que o Hospital encontra-se.
Resultado:
A incredulidade da população nas políticas pública se reflete no comparecimento da audiência pública sobre o HRLGV. As ausências do representante do Estado, dos Municípios compactuados, dos Vereadores, do Ministério Público e da própria população comprovam a importância com que se tem com os pacientes que dependem dos serviços prestados nesse Hospital.
Claro que ainda pode-se observar uma tentativa de desviar a culpa do Governo, como também algumas alfinetadas políticas.
Acredito que a audiência não foi realizada de forma proveitosa. Primeiro: deveria ceder o espaço a população e vereadores (como interlocutores) para relatar as dificuldades encontradas; Segundo: A direção apresentaria suas condições atuais de trabalho (as dificuldades encontradas e as soluções tomadas); Terceiro: Os Secretários informariam sua participação e possível melhoria para amenizar a situação; Quarto: debate entre todos buscando uma medida emergencial para o Hospital (quero ressaltar que isso tudo seria possível, também, se os usuários da palavra não gastassem seu tempo com saudações e elogios (exagerados) a fulano ou a beltrano.
A Direção do Hospital informou que o hospital não perdeu o selo de amigo da criança, porém a quantidade de partos cesarianos realizados ficaram acima da meta proposta pelo Programa (o motivo pode ter sido a ausência de obstetras de plantão, consequentemente, a proporção dos partos normais ficam abaixo do recomendado).
Confira imagens da audiência pública: