terça-feira, 29 de dezembro de 2015

RN registra 1ª morte por febre amarela urbana no Brasil após 73 anos

No Minuto - O Rio Grande do Norte registrou o primeiro caso de febre amarela urbana no Brasil depois de 73 anos. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) nesta terça-feira (29).
A auxiliar de enfermagem, de 53 anos, morreu em julho deste ano, mas, o resultado do exame que apontou febre amarela como causa do óbito saiu na última semana. A  Secretaria Municipal de Saúde vai pedir uma contraprova.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) também está investigando o caso. Os laboratórios onde os exames foram realizados são considerados de referência nacional, o Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém, e o Instituto Adolfo Lutz (IAL), em São Paulo.
A paciente inicialmente apresentava sintomas parecidos com dengue ou zika, mas as duas doenças foram descartadas por exames realizados nestes laboratórios. Por isso iniciou-se a pesquisa para outras viroses.
Até o momento ainda não se encontrou uma explicação clara para os resultados iniciais, já que não há histórico de viagens da paciente para áreas endêmicas e não foram detectados outros casos no município.
A Sesap está, em conjunto com a Secretaria de Saúde do município de Natal (SMS), realizando a investigação do caso, além de manter contato direto com o Ministério da Saúde. Uma das hipóteses é que o exame tenha dado positivo, em virtude da paciente ter sido vacinada contra a febre amarela, mesmo há décadas passadas. Está sendo feita uma pesquisa do seu histórico vacinal nas unidades de saúde e o Ministério também cogita a possibilidade de realizar exames laboratoriais mais detalhados.
Já foram realizadas duas reuniões com a participação da Vigilância Epidemiológica, Centro de Controle de Zoonoses de Natal e o Laboratório Central (Lacen) para definir as próximas ações da investigação, que são: a coleta de insetos e do material biológico dos primatas para pesquisa do vírus.
A subcoordenadora de Vigilância Ambiental, Cintia Higashi, explicou que “este caso é bastante intrigante por não ter uma relação entre o exame positivo e os achados iniciais da investigação, ou seja, até o momento não há um vínculo epidemiológico, por isso continuamos a trabalhar em conjunto para esclarecer o caso”.