quarta-feira, 28 de julho de 2010

Espiritualidade e Humanidade

1) Profeta - Celestial - Filho de Deus Ungido, Operador

de Milagres - Jesus é carismático, simpático,

comunicativo e envolvente. Ele é amável,

alegre, compassivo e bondoso.

Procuravam prendê-lo, mas temeram o povo, porquanto

este o tinha por profeta.

Mateus 21:46

Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho

do Deus vivo.

Mateus 16:16

Porque nele habita corporalmente toda a plenitude

da divindade.

Colossenses 2:9

2) Imagem de Deus - Homem Perfeito – Filho do Homem

Renovação e restauração -

Jesus é o amigo fiel, confiável, responsável, talentoso,quebrantado e

sensível. Ele é inteligente, sábio e conselheiro.

...em tudo foi tentado,

mas sem pecado.

Hebreus 4:15.

Quem dentre vós me convence de pecado?

João 8.46

Livro Benne Den

terça-feira, 27 de julho de 2010

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva


Luiz Inácio da Silva nasceu em 27 de outubro de 1945 (mas em seu registro de nascimento consta como dia 6 de outubro de 1945), em Vargem Comprida, localidade do então distrito de Caetés, município de Garanhuns, interior do estado de Pernambuco (o registro foi feito quando já moravam no litoral de São Paulo, quando Lula já tinha mais de sete anos). Adotou como data do aniversário o dia 27 de outubro, porque prefere acreditar na memória da mãe, que diz que seu pai se equivocou ao providenciar o registro. É o sétimo de oito filhos de Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Melo (sem contar duas crianças mais velhas que ele que morreram com pouca idade e os gêmeos caçulas, que morreram com poucos dias). Faltando poucos dias para sua mãe dar à luz, seu pai decidiu tentar a vida como estivador em Santos, levando consigo Valdomira Ferreira de Góis, uma prima de Eurídice, com quem formaria uma segunda família (com Valdomira, Aristides teve 10 filhos, fora alguns que possam ter morrido. Contando os 12 que teve com Eurídice - quatro morreram ainda bebês - a família conta que Aristides teve pelo menos 22 filhos conhecidos). Em dezembro de 1952, quando Lula tinha apenas sete anos de idade, Eurídice decidiu migrar para o litoral do estado de São Paulo com seus filhos para se reencontrar com o marido (acreditando que seu marido fizera esse pedido, quando na verdade seu filho Jaime, que já morava com o pai, escreveu dizendo que esse era o desejo de Aristides). Após treze dias de viagem num transporte conhecido como "Pau-de-arara", chegaram no distrito de Vicente de Carvalho (àquela época chamado Itapema), na cidade de Guarujá, onde tiveram que dividir a convivência de Aristides com sua segunda família (Aristides já havia os visitado no nordeste em 1950, quando inclusive apresentou seus novos filhos para sua primeira família). A convivência difícil com Aristides (que era extremamente rigoroso com seus filhos) levou Eurídice a sair de casa com os filhos, morando inicialmente em uma casa precária muito perto de Aristides e, mais tarde, em 1954, mudando-se para a capital, onde foi morar num cômodo atrás de um bar localizado na Vila Carioca, bairro da cidade de São Paulo. Lula e seu irmão José Ferreira de Melo - o Frei Chico - ficaram morando algum tempo ainda com o pai, junto com sua segunda família, mudando-se para São Paulo em 1956. Após a separação, Lula quase não se reencontrou mais com seu pai, que morreu em 1978, sendo enterrado como indigente (Lula e seus irmãos só souberam da morte do pai vários dias após o enterro).

Carreira política até a presidência
Em 1980, no curso de uma greve no ABC Paulista, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo sofreu intervenção aprovada por Murilo Macedo, então ministro do Trabalho do general João Batista Figueiredo, e Lula foram detido por trinta e um dias nas instalações do DOPS paulista. Em 1981, foi condenado pela Justiça Militar a três anos e meio de detenção por incitação à desordem coletiva, tendo porém recorrido e sido absolvido no ano seguinte. Alterou judicialmente seu nome de Luiz Inácio da Silva para Luiz Inácio Lula da Silva, visando a usar o nome em pleitos eleitorais; a legislação vigente proibia o uso de apelidos pelos candidatos. Em 1982, Lula participou das eleições para o governo de São Paulo e perdeu. Em 1984, participou, ao lado de Ulisses Guimarães, da campanha Diretas Já, que clamava pela volta de eleições presidenciais diretas no país. A campanha Diretas Já não teve sucesso e as eleições presidenciais de 1984 foram feitas por um Colégio Eleitoral de forma indireta. Lula e o PT abstiveram-se de participar desta eleição. O processo indicará o governador de Minas Gerais Tancredo Neves, que participou ativamente na campanha das Diretas Já, como novo presidente do Brasil. Com a morte de Tancredo Neves, antes da sua posse como presidente, assume a presidência o vice José Sarney. Lula e o PT decidem firmar uma posição independente, mas logo se encontram no campo da oposição ao novo governo. Em 1986, foi eleito deputado federal por São Paulo com a maior votação para a Câmara Federal até aquele momento, tendo participado da elaboração da Constituição Federal de 1988. Um tanto quanto desinteressado da atuação parlamentar, Lula não se candidata à reeleição como deputado, preferindo, a partir do início da década de 1990, intensificar suas atividades pelo partido, colaborando na estruturação das seções regionais do PT, o que ajudou a consolidar sua liderança dentro do partido. Em 1989, realizou-se a primeira eleição direta para presidente desde o golpe militar de 1964. Lula se candidatou a presidente mas foi derrotado no segundo turno. Fernando Collor de Melo, candidato do PRN, que recebeu apoio de considerável parte da população que se sentia intimidada ante a perspectiva do ex-sindicalista, radical e alinhado às teses de esquerda chegar à Presidência, é eleito presidente. A campanha de Fernando Collor no segundo turno foi fértil em práticas tidas, na época, por moralmente duvidosas, e que combinavam preconceitos políticos e sociais: Lula foi identificado como um trânsfuga do comunismo, a quem a queda do Muro de Berlim havia transformado em anacronismo, e seus atos político-eleitorais (comícios, passeatas) foram descritos com conotações desmoralizantes (segundo o acadêmico Bernardo Kucinski tal teria sido facilitado pela infiltração de agentes provocadores de Collor nos comícios do PT). Collor acusou ainda Lula de desejar seqüestrar ativos financeiros de particulares (o que a equipe econômica do futuro governo Collor fez após sua eleição). Articulistas da grande imprensa pronunciaram-se de forma indecorosa sobre Lula: o comentarista Paulo Francis o chamou de "ralé", "besta quadrada" e disse que se ele chegasse ao poder, o país viraria uma "grande bosta". Além disso, uma antiga namorada de Lula, com a qual ele teve uma filha, surgiu durante a propaganda de Collor, durante o segundo turno das eleições, para acusar seu ex-namorado de "racista" e de ter lhe proposto abortar a filha que tiveram. Às vésperas da eleição, a Rede Globo promoveu um debate final entre ambos os candidatos e, no dia seguinte, levou ao ar uma versão editada do programa em sua exibição no Jornal Nacional. O diretor do Gallup Carlos Eduardo Matheus, entre outros, sustentou que a edição foi favorável a Collor e teria influenciado o eleitorado(fato este admitido mais tarde por várias memórias de participantes do evento, mostrado no documentário Beyond Citizen kane). A eleição propriamente dita comportou ainda a alegada manipulação política do seqüestro do empresário do setor de supermercados Abílio Diniz, que, libertado de seu cativeiro no dia da eleição, seus seqüestradores foram apresentados pela polícia vestindo camisetas do PT (aberto inquérito para apurar se coube à polícia vestir os criminosos, foi dois anos depois arquivado por falta de provas). Apesar da sua derrota em 1989, Lula manteve sólida liderança no PT, bem como prestígio internacional, como no destaque obtido quando da fundação do Foro de São Paulo, em São Bernado do Campo, em 1990. Tratava-se de um encontro periódico de lideranças partidárias que visava congregar e reorganizar as esquerdas latinas americanas, que estavam politicamente desorganizadas com a expansão do neoliberalismo após a queda do muro de Berlim. Em 1992 Lula apoiou o movimento pelo impeachment do presidente Fernando Collor, que se via envolvido em várias denúncias de corrupção. Collor foi afastado temporariamente e no final de 1992, renunciou ao cargo. Lula e o PT permanecem na oposição e se tornam críticos do plano econômico implementado no final do governo assumido por Itamar Franco, o Plano Real. Em 1994, Luiz Inácio Lula da Silva voltou a candidatar-se à presidência e foi novamente derrotado, ainda no primeiro turno, dessa vez pelo candidato do PSDB, Fernando Henrique Cardoso. Em 1998, Lula saiu pela terceira vez derrotada como candidato à presidência da República, em uma eleição novamente decidida no primeiro turno. No entanto, manteve papel de destaque na esquerda brasileira ao apresentar-se numa chapa que tinha como candidato à vice-presidência o seu antigo rival Leonel Brizola, que havia disputado arduamente com Lula sua ida ao segundo turno das eleições de 1989 como adversário de Collor. Lula tornou-se um dos principais opositores da política econômica do governo eleito, sobretudo da política de privatização de empresas estatais realizadas nesse período. A desvalorização do real em janeiro de 1999, logo após a eleição de 1998, as crises internacionais, deficiências administrativas como as que permitiram o apagão de 2001, e principalmente o pequeno crescimento econômico no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso fortaleceram a posição eleitoral de Lula nos quatro anos seguintes. Abdicando dos "erros" cometidos em campanhas anteriores, como a manifestação de posições tidas por radicais, Lula escolhe para candidato à Vice-Presidência o senador mineiro e empresário têxtil José Alencar, do PL, partido ao qual o PT se aliou. A campanha eleitoral de Lula optou em 2002 por um discurso moderado, prometendo a ortodoxia econômica, respeito aos contratos e reconhecimento da dívida externa do país, conquistando a confiança de parte da classe média e do empresariado. Em 27 de outubro de 2002, Lula foi eleito presidente do Brasil, derrotando o candidato apoiado pela situação, o ex-ministro da Saúde e então senador pelo Estado de São Paulo José Serra do PSDB. No seu discurso de posse, Lula afirmou: "E eu, que durante tantas vezes fui acusado de não ter um diploma superior, ganho o meu primeiro diploma, o diploma de presidente da República do meu país." Em 29 de outubro de 2006, Lula é reeleito no segundo turno, vencendo o ex-governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin do PSDB, com mais de 60% dos votos válidos. Após esta eleição, Lula divulgou sua intenção de fazer um governo de coalizão, ampliando assim sua fraca base aliada. O PMDB passa a integrar a estrutura ministerial do governo.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

domingo, 25 de julho de 2010

Parabéns Monsenhor 76 anos de vida 46 anos de Sacerdócio

Manoel Antônio Xavier, filho de Severino Antônio Xavier e Maria Luciano de Souza. Nasceu dia 25 de julho de 1934 na fazenda Canafístola em Caiçara/PB.
Em 1948 iniciou seus estudos na cidade de Sertãozinho/PB, onde cursou o primário, no ano de 1949 veio estudar em Nova Cruz, tendo como professora a Sra. Euzébia Barbosa. Em fevereiro de 1950 foi para o Seminário Menor de São Pedro em Natal lá cursou o ginásio e científico. Em 1957 começou seus estudos no Seminário Maior da Prainha em Fortaleza/CE. Onde fez o curso de filosofia e teologia. Sendo ordenado em 14 de julho de 1963 na antiga Catedral de Nossa Senhora da Apresentação em Natal, por Dom Eugênio de Araújo Sales, Arcebispo na época, sendo hoje Cardeal Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Sua 1ª nomeação foi em julho de 1964 para ser padre coadjutor do Pe. Francisco Pereira Pinto da Paróquia de Angicos, passando oito meses naquela comunidade. Neste período foi convidado por Dom Eugênio de Araújo Sales para ser Pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Santo Antônio, tomando posse como Pároco em 21 de março de 1965 dia de domingo ás 16h00. Quem deu posse foi o pároco de Nova Cruz Mons. Pedro Moura. Em 1970 foi enviado por Dom Nivaldo Monte Arcebispo de Natal na época, para fazer um curso de sociologia religiosa e catequese, na Universidade Católica em Santiago no Chile, retornando para o Brasil em janeiro de 1971 onde assumiu novamente a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição até hoje. Foi professor de filosofia na faculdade católica da arquidiocese de Natal, diretor e professor do antigo ginásio Ana de Pontes, professor da Escola Estadual Filomena de Azevedo, assumiu a direção da maternidade Rodopiano de Azevedo e do Centro Social Dom Adauto.Em 1978 fez uma viagem para a Europa, visitou Portugal, Santuário Nossa Senhora de Fátima, Espanha, Santiago de Compostela na França, Santuário Nossa Senhora de Lourdes em Paris, Alemanha e visitou a diocese de Colônia é dela que vem o dinheiro para comprar o carro paroquial. Foi também a Suíça, Genebra, Jerusalém capital religiosa de Israel e Tela vive capital administrativa de Israel, fez um curso em Jerusalém sobre a terra Santa e visitou todos os lugares onde Jesus Cristo passou. Em Roma visitou o Papa João Paulo I, em Natal no congresso Eucarístico encontrou-se com o Papa João Paulo II. Fez uma segunda viagem a Europa com Dom Heitor de Araújo Sales com mais cinqüenta padres, para fazer retiro no santuário de Nossa Senhora de Fátima, onde estavam presentes bispos e padres dos cinco continentes, três mil e quinhentos padres e bispos. Enviou ao Seminário Menor de São Pedro em Natal vários jovens vocacionados, acompanhando-os e orientando-os. Seminaristas que hoje são padres: 1º Pe. Gilvan, Miguel Pereira, está em São José de Campestre, 2º Pe. João Batista Chaves da Rocha administrador da paróquia de Nova Parnamirim e capelão da polícia militar, 3º Pe. Bianor Francisco de Lima Júnior, vigário da paróquia de Ceara mirim, 4º Pe. José Adelson da Silva Rodrigues, vigário paroquial de Santo Antonio, 5º Pe. José Lenilson de Morais, vigário paroquial de Santa Cruz, 6º Pe. Roberlan Roberto de Oliveira Gomes, vigário paroquial de Brejinho e Passagem. Atualmente estão no seminário maior, João Gabriel e José Augusto, tendo ainda frei Jose Antonio Fontoura em Catolé do Rocha - PB, José Josemir da Silva cônego da congregação premonstratence, irmã Marilene, irmã Júlia. Formou as pastorais: Pastoral da catequese, liturgia, pastoral da criança, do dízimo, e do batismo. E os movimentos: Apostolado da oração, Legião de Maria, Ordem franciscana e Jufra, grupo de jovens, Servos da Mãe Rainha, Servos da Mãe Peregrina, Infância missionária, Evangelização Rural, Encontro de Casais com Cristo, Pastoral da Família, Pastoral da Perseverança. Renovação Carismática Católica, e de serviços: Ministros Extraordinários da Eucaristia e Acólitos.
Parte Social: Preocupou e ainda preocupa-se com a situação das famílias mais pobres, principalmente em tempo de seca, tendo adquirido alimentação para as famílias carentes. Visitou todas as ruas de Santo Antonio, Serrinha, Lagoa de Pedras, Brejinho e Passagem. Também celebra não somente nas capelas mais também nas comunidades rurais. Reformando as seguintes igrejas: a matriz Nossa Senhora da Conceição, a matriz de Brejinho, Lagoa de Pedras e Serrinha e reforma da casa paroquial. Construiu a igreja de passagem e depois passou por uma reforma. Construiu a igreja de São José em Brejinho, a capela de Cajazeiras e Lajes, construiu sacristia e apartamento na igreja de Serrinha, Lagoa de Pedras e na igreja de São José em Brejinho, construiu a igreja de Santo Antonio no conjunto Aníbal Barbalho e está construindo a igreja de São Francisco de Assis. Adquiriu máquinas no DER de Nova Cruz para construção de estrada vicinal do Sítio Micaela.
Tudo isto foi feito com a graça de Deus e a ajuda do povo de Deus.
“O bom Pastor dá a vida por suas ovelhas"
Dom Matias e Monsenhor Xavier visita a Câmara de Vereadores
Dom Heitor e a benção do Santíssimo
Monsenhor abençoado o seu rebanho
Senador Garibaldi, Vereador Dedé Camilo, Monsenhor Xavier e José Maria

Monsenhor faz doações de cestas básicas aos prisioneiros
Monsenhor, Dom Heitor e a Liturgia
Procissão de Nossa Senhora da Conceição
Procissão na rua Padre Cerveira
Monsenhor traz o carro do Corpo de Bombeirros -RN
Procissão de Nossa Senhora da Conceição
José Aldo Barbalho, Monsenhor Xavier, Marcelo Barbalho e Paulo Valença

sexta-feira, 23 de julho de 2010

FREI DAMIÃO O SANTO NORDESTINO

Estatueta de Frei Damião no de tradições Nordestina em São Paulo
Frei Damião ao chegar no Brasil
Frei Damião aos 60 anos


Dedé Camilo meu filho Daniel e Frei Damião na casa Paroquial
(em visita a cidade de Santo Antônio em Setembro de 1989)

Frei Damião de Bozzano, nascido Pio Giannotti, (Bozzano, 5 de novembro de1898 - Recife, 31 de maio de1997) foi um frade Italiano radicado no Brasil. Era filho dos camponeses Félix Giannotti e Maria Giannotti. Começou sua formação religiosa aos doze anos, quando foi estudar em um colégio de padres. Aos dezenove anos foi convocado para o exército italiano e participou da Primeira Guerra Mundial. Aos 27 anos diplomou-se em teologia pela Universidade Gregoriana em Roma e foi docente do Convento de Vila Basélica e do Convento de Massa. O frade capuchinho, ordenado sacerdote em 25 de agosto de 1923, veio do norte da Itália para o Brasil no início da década de 1930, estabelecendo-se no Convento de São Felix da Ordem dos Capuchinhos, sendo venerado por fiéis, principalmente nordestinos, pois foi nessa região que ele viveu a maior parte de sua vida, fazendo peregrinações pelas cidades, dando comunhão, confessando, realizando casamentos e batismos. Por muito nordestino considerado como santo encontra-se atualmente em processo de beatificação desde 31 de maio de 2003. Por dia, muitas cartas chegam ao Convento de São Félix, contando fatos de cura, milagre, que a ciência não consegue entender. Frei Damião, recém-chegado ao Brasil. Sua primeira missa foi nos arredores da cidade de Gravatá, em Pernambuco, na capela de São Miguel, no Riacho do Mel. Anualmente, no mês de maio, realizam-se naquela cidade as Festividades de Frei Damião: uma grande caminhada sai da Igreja Matriz Nossa Senhora de Santa’ana (no centro de Gravatá) e vai até a Capela do Riacho do Mel. Mais precisamente no Convento de São Felix da Ordem dos Capuchinhos localizado no Pina, na Zona Sul do Recife, onde se encontra seu corpo, acontece desde sua morte no final de maio Celebrações para Frei Damião. Em 27 de Setembro de 1977, recebeu o título de Cidadão de Pernambuco e, em 4 de maio de 1995, o título de Cidadão do Recife. Frei Damião ocupou-se em disseminar “as santas missões” pelo interior do Nordeste. “As santas missões” eram um tipo de cruzadas missionárias, de alguns dias de duração, pelas cidades nordestinas. Nessas ocasiões, era armado um palanque ao ar-livre com vários alto-falantes onde o frade transmitia os seus sermões. Quando perguntado sobre os objetivos de suas “santas missões” aos sertanejos, o frei respondia que um dos objetivos era “livrá-los do Demônio, que queria afastá-los da Igreja e fazê-los abraçar outro credo [...]”. Conseguia arrastar multidões para ouvir suas palestras e tornou-se um fenômeno de popularidade religiosa no Nordeste, só comparável ao “Padim Ciço”, de Juazeiro do Norte. A propósito, Frei Damião é aclamado pelos católicos locais como o legítimo sucessor do Padre Cícero Romão Batista. Acompanhado por multidões por onde passava, nunca abandonou suas caminhadas e romarias pelas localidades, no qual acompanhava com ele sempre, um terço e um crucifixo, as quais faziam com seu devotado amigo Frei Fernando. Só parou poucos meses antes de falecer, devido ao agravamento de seu problema na coluna vertebral, fruto da má postura de toda a vida. Frei Damião de Bozzano faleceu no Hospital Português no Recife, e seu corpo está enterrado na capela de Nossa Senhora das Graças, de quem era devoto, no Convento São Félix, no bairro do Pina, no Recife. Sua vida é retratada no livro do escritor Luís Cristóvão dos Santos, Frei Damião- O Missionário dos Sertões. Na ocasião de sua morte, em 31 de maio de 1997, o governo de Pernambuco e a prefeitura de Recife decretaram luto oficial de três dias. Em 2004, foi inaugurado o Memorial Frei Damião em sua homenagem, na cidade de Guarabira, Paraíba, uma das várias cidades em que o frade capuchinho percorreu em suas missões. Neste memorial foi erguida uma estátua, que atualmente é considerada a segunda maior do Brasil.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Oração ao Frei Damião
Frei Damião, mais de cem bênçãos já foi concedida aos seus devotos e nem ao menos foi Beatificado e já fez tantos milagres! Eu,que estou muito necessitado(a ), suplico-te por um milagre ( fazer o pedido ) ! Agradeço e te prometo ser seu devoto por toda a minha vida e propagarei esta oração àqueles que se encontram doentes e necessitam de cura! Prometo também, assim que o milagre me for atribuído, mandar meu testemunho aos frades no convento de São Félix de Cantalice. No que depender de mim, o Senhor, MEU FREI DAMIÃO, será beatificado pelo Vaticano e pelas bênçãos dos CÉUS!
Rezar um Pai Nosso, uma Ave Maria, um Glória ao Pai.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

EXAMINA-TE

“Nada faças por contenda ou por vanglória, mas por humildade.” -Paulo. (FILIPENSES, capítulo 2, versículo 3.)
A experiência humana não é uma estação de prazer. O homem permanece em função de aprendizado e, nessa tarefa, é razoável que saiba valorizar a Oportunidade de aprender, facilitando o mesmo ensejo aos semelhantes. O apóstolo Paulo compreendeu essa verdade, afirmando que nada deveremos fazer por espírito de contenda e vanglória, mas, sim, por ato de humildade.
Chico Xavier.

Padre Cícero no Juazeiro Ceará


Estátua de Padre Cícero no Juazeiro


Padre Cícero aos 60 anos de idade
Cama onde Padre Cícero dormia
Visiteu o Museu do Padre Cicero as Estátua feita em cera



SUA HISTÓRIA

Padre Cícero Romão Batista nasceu em Crato (Ceará) no dia 24 de março de 1844. Era filho de Joaquim Romão Batista e Joaquina Vicência Romana, conhecida como dona Quinô. Aos seis anos de idade, começou a estudar com o Prof. Rufino de Alcântara Montezuma. Um fato importante marcou a sua infância: o voto de castidade, feito aos 12 anos, influenciado pela leitura da vida de São Francisco de Sales. Em 1860, foi matriculado no Colégio do renomado Padre Inácio de Sousa Rolim, em Cajazeiras - Paraíba. Aí pouco demorou, pois, a inesperada morte de seu pai, vítima de cólera-morbo, em 1862, o obrigou a interromper os estudos e voltar para junto da mãe e das irmãs solteiras. A morte do pai, que era pequeno comerciante no Crato, trouxe sérios aperreios financeiros à família, de tal sorte que, mais tarde, em 1865, quando Cícero Romão Batista precisou ingressar no Seminário de Fortaleza, só o fez graças à ajuda de seu padrinho de crisma, o coronel Antônio Luiz Alves Pequeno.
ORDENAÇÃO
Padre Cícero foi ordenado no dia 30 de novembro de 1870. Após sua ordenação retomou ao Crato, e enquanto o bispo não lhe dava par para administrar, ficou do Latim no Colégio Padre Ibiapina, fundado e dirigido pelo Prof. José Joaquim Teles Marrocos, seu primo e grande amigo.
CHEGADA A JUAZEIRO
No Natal de 1871, convidado pelo Prof. Semeão Correia de Macêdo, Padre Cícero visitou pela primeira vez o povoado de Juazeiro (então pertencente a Crato), e aí celebrou a tradicional Missa do Galo. O padre visitante, de 28 anos de idade, estatura baixa. pele branca, cabelos louros, olhos azuis penetrantes e voz modulada impressionou os habitantes do lugar. E a recíproca foi verdadeira. Por isso, decorridos alguns meses, exatamente no dia 11 de abril de 1872, lá estava, de volta, com bagagem e família, para fixar residência definitiva no Juazeiro. Muitos livros afirmam que Padre Cícero resolveu fixar morada em Juazeiro devido a um sonho (ou visão) que teve, segundo o qual, certa vez, ao anoitecer de um dia exaustivo, após ter passado horas a fio a confessar as pessoas do arraial, ele procurou descansar no quarto contíguo à sala de aulas da escolinha, onde improvisaram seu alojamento, quando caiu no sono e a visão que mudaria seu destino se revelou. Ele viu, conforme relatou aos amigos íntimos, Jesus Cristo e os doze apóstolos sentados à mesa, numa disposição que lembra a última Ceia, de Leonardo da Vinci. De repente, adentra ao local uma multidão de pessoas carregando seus parcos pertences em pequenas trouxas, a exemplo dos retirantes nordestinos. Cristo, virando-se para os famintos, falou da sua decepção com a humanidade, mas disse estar disposto ainda a fazer um último sacrifício para salvar o mundo. Porém, se os homens não se arrependessem depressa, Ele acabaria com tudo de uma vez. Naquele momento, Ele apontou para os pobres e, voltando-se inesperadamente ordenou: E você, Padre Cícero, tome conta deles!
APOSTOLADO
Uma vez instalado, formado por um pequeno aglomerado de casas de taipa e uma capelinha erigida pelo primeiro capelão Padre Pedro Ribeiro de Carvalho, em honra a Nª Sª das Dores, Padroeira do lugar, ele tratou inicialmente de melhorar o aspecto da capelinha, adquirindo várias imagens com as esmolas dadas pelos fiéis. Depois, tocado pelo ardente desejo de conquistar o povo que lhe fora confiado por Deus, desenvolveu intenso trabalho pastoral com pregação, conselhos e visitas domiciliares, como nunca se tinha visto na região. Dessa maneira, rapidamente ganhou a simpatia dos habitantes, passando a exercer grande liderança na comunidade. Paralelamente, agindo com muita austeridade, cuidou de moralizar os costumes da população, acabando pessoalmente com os excessos de bebedeira e a prostituição. Restaurada a harmonia, o povoado experimentou, então, os passos de crescimento, atraindo gente da vizinhança curiosa por conhecer o novo capelão. Para auxiliá-lo no trabalho pastoral, Padre Cícero resolveu, a exemplo do que fizera Padre Ibiapina, famoso missionário nordestino, falecido em 1883, recrutar mulheres solteiras e viúvas para a organização de uma irmandade leiga, formada por beatas, sob sua inteira autoridade.
MILAGRE
Um fato fora do comum, acontecido em 10 de março de 1889, transformou a rotina do lugarejo e a vida de Padre Cícero para sempre. Naquela data, ao participar de uma comunhão geral, oficiada por ele, na capela de Nossa Senhora das Dores, a beata Maria de Araújo ao receber a hóstia consagrada, não pôde degluti-la, pois a mesma transformara-se em sangue. O fato repetiu-se outras vezes, e o povo achou que se tratava de derramamento do sangue de Jesus Cristo e, portanto, um milagre autêntico. As toalhas com as quais se limpava a boca da beata ficaram manchadas de sangue e passaram a ser alvo da veneração de todos.
REAÇÃO DA IGREJA
De início, Padre Cícero tratou o caso com cautela, guardando sigilo por algum tempo. Os médicos Marcos Madeira e Idelfonso Correia Lima e o farmacêutico Joaquim Secundo Chaves foram convidados para testemunhar as transformações, e depois assinou atestado afirmando que o fato era inexplicável à luz da ciência. Isto contribuiu para fortalecer no povo, no Padre Cícero e em outros sacerdotes a crença no milagre. O povoado passou a ser alvo de peregrinação: as pessoas queriam ver a beata e adorar os panos manchados de sangue. O professor e jornalista José Marrocos, desde o começo um ardoroso defensor do milagre, cuidou de divulgá-lo pela imprensa. A notícia chegou ao conhecimento do bispo D. Joaquim José Vieira, irritando-o profundamente. Padre Cícero foi chamado ao Palácio Episcopal, em Fortaleza, a fim de prestar esclarecimentos sobre os acontecimentos que todo mundo comentava. Inicialmente, o bispo ficou admirado com o relato feito por Padre Cícero, porém depois, pressionado por alguns segmentos da Igreja que não aceitavam a idéia de milagre, mandou investigar oficialmente os fatos, nomeando uma Comissão de Inquérito composta por dois sacerdotes de reconhecida competência: Padres Clicério da Costa Lobo e Francisco Pereira Antero. Os padres comissários, vieram, assistiram as transformações, examinaram a beata, ouviram testemunhas e depois concluíram que o fato era mesmo divino. O bispo não gostou desse resultado e nomeou outra Comissão, constituída pelos Padres Antônio Alexandrino de Alencar e Manoel Cândido. A nova Comissão agiu rapidamente. Convocou a beata, deu-lhe a comunhão, e como nada de extraordinário aconteceu, concluiu: não houve milagre! O povo, José Marrocos, Padre Cícero e todos os outros padres que acreditavam no milagre protestaram. Com a posição contrária do bispo, criou-se um tumulto, agravado quando o Relatório do Inquérito foi enviado à Santa Sé, em Roma, e esta confirmou a decisão tomada pelo bispo. Todos os padres que acreditavam no milagre foram obrigados a se retratar publicamente, ficando reservada ao Padre Cícero uma punição maior: a suspensão de ordem.Durante toda sua vida ele tentou revogar essa pena, todavia, foi em vão. Aliás, ele até que conseguiu uma vitória em Roma, quando lá esteve em 1898. Entretanto, o bispo, por intransigência, manteve a posição.
VIDA POLÍTICA
Proibido de celebrar, Padre Cícero ingressou na vida política. Como explicou no seu Testamento, o fez para atender aos insistentes apelos dos amigos e na hora em que os juazeirenses esboçavam o movimento de emancipação política. Conseguida a independência de Juazeiro, em 22 de julho de 1911, Padre Cícero foi eleito Prefeito do recém-criado município. Além de Prefeito, também ocupou a Vice-Presidência do Ceará. Sobre sua participação na Revolução de 1914 ele afirmou categoricamente que a chefia do movimento coube ao Dr. Floro Bartolomeu da Costa, seu grande amigo. A Revolução de 1914 foi planejada pelo Governo Federal com o objetivo de depor o Presidente do Ceará Cel. Franco Rabelo. Com a vitória da Revolução, Padre Cícero reassumiu o cargo de Prefeito, do qual havia sido retirado pelo governo deposto, e seu prestígio, cresceu. Sua casa, antes visitada apenas por romeiros, passou a ser procurada também por políticos e autoridades diversas. Era muito grande o volume de correspondências que Padre Cícero recebia e mandava. Não deixava nenhuma carta, mesmo pequenos bilhetes, sem resposta, e de tudo guardava cópia. Com respeito a Lampião, Padre Cícero o viu apenas uma vez, em 1926. Aconselhou-o a deixar o cangaço, e nunca lhe deu a patente de Capitão, como foi dito em alguns livros.
IMPORTÂNCIA
Padre Cícero é o maior benfeitor de Juazeiro e a figura, mais importante de sua história. Foi ele quem trouxe para Juazeiro as Ordens dos Salesianos e dos Capuchinhos; doou os terrenos para construção do primeiro campo de futebol e do aeroporto; construiu as capelas do Socorro, de São Vicente, de São Miguel e a Igreja de Nª Sª das Dores; incentivou a fundação do primeiro jornal local (O Rebate); fundou a Associação dos Empregados do Comércio e o Apostolado da Oração; realizou a primeira exposição da arte juazeirense no Rio de Janeiro; incentivou e dinamizou o artesanato artístico e utilitário, como fonte de renda; incentivou a instalação do ramo de ourivesaria; estimulou a expansão da agricultura, introduzindo o plantio de novas culturas; contribuiu para instalação de muitas escolas, inclusive a famosa Escola Normal Rural e o Orfanato Jesus Maria José; socorreu a população durante as secas e epidemias, prestando-lhe toda assistência e, finalmente, projetou Juazeiro no cenário político nacional, transformando um pequeno lugarejo na maior e mais importante cidade do interior cearense. Os bens que recebeu por doação, durante sua quase secular existência, foram doados à Igreja, sendo os Salesianos seus maiores herdeiros. Ao morrer, no dia 20 de julho de 1934, aos 90 anos, seus inimigos gratuitos apregoaram que, morto o ídolo, a cidade que ele fundou e a devoção à sua pessoa acabaria logo. Enganaram-se. A cidade prosperou e a devoção aumentou. Até hoje, todo ano, religiosamente, no Dia de Finados, uma. Grande multidão de romeiros, vindos dos mais distantes locais do Nordeste, chega a Juazeiro para uma visita ao seu túmulo, na Capela do Socorro. Padre Cícero é uma das figuras mais biografadas do mundo. Sobre ele, existem mais de duzentos livros, sem falar nos artigos que são publicados freqüentemente na imprensa. Ultimamente sua vida vem sendo estudada por cientistas sociais do Brasil e do exterior. Não foi canonizado pela Igreja, porém é tido como santo por sua imensa legião de fiéis espalhados pelo Brasil.
O binômio oração e trabalho era o seu lema. E Juazeiro é o seu grande e incontestável milagre.
Fonte: usina de letras.